segunda-feira, 3 de junho de 2019

O Transe


Trecho do Livro O CONTO DO VIGÁRIO 



Ouve-se toques de atabaques como se estivessem próximos.
O Governo não pode fazer tudo enquanto temos uma seca no sertão. Na cidade vemos tudo alagado de cima abaixo quase juntando o rio e o mar diante de nossos olhos. Políticos prometem muito e nem sempre cumpre. Por isso de que vale essas promessas que são destinadas a coisas matérias?... Garotos tais quais vimos nestes dias disputam eleições fazendo destas brincadeiras, bagunçando o coreto da gestão anterior e depois fogem como que fossem ratos que se prolifera nos bueiros desta cidade. Devemos pensar nas coisas da alma. Brasil. Terra Amada! O país é ótimo. Muito tranquilo, não tem terror. Entretanto, o que vemos diante de nossos olhos já nos basta.
Ela ouviu aquelas palavras proferidas por João, passando a mensagem do Frei e, com isso notou o seu modo mandrião.
  _ E não é que é João tanta coisa tu tens para contar que um dia só é pouco e por curiosidade meu velho, eu vou querer saber como viesse parar por essas bandas, coisa que não me contasse desde então. É certo que existe essa história dessa visita à cidade, e como sempre ele vai querer fazer sua procissão do jeito que o mesmo gosta. O que vai ter de gente esperando não vai ser mole. O pior é que Dona Marisa mandou arrumar toda igreja e vai ser um trabalho danado.
    Quando ela falou isto mais medonho João ficou. No entanto ele não se acovardou como de costume, e falou de imediato:
_ Maria, deixe isto para depois. Eu , só sei que se o Frei, estivesse dentre nós e soubesse onde estou neste exato momento não tenha dúvida que ele certamente gostaria de me ver. Logo quando estou num bem bom. Olha, Maria a gente não pode ficar aqui desse jeito. Estou que nem cachorro indo nos matos nesse vai e vem para lá, para cá, como se estivesse doido para cagar.  
Ela não demorou olhou fixamente para ele com aquele olhar de quem quer mais, mas não conseguiu tirar proveito naquele momento. 
 _ E por quê? Me diga!

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